{"id":15719,"date":"2025-03-07T11:58:34","date_gmt":"2025-03-07T14:58:34","guid":{"rendered":"https:\/\/gruporb.adv.br\/?p=15719"},"modified":"2025-03-07T11:59:36","modified_gmt":"2025-03-07T14:59:36","slug":"trf3-garante-a-uma-empresa-de-eventos-isencao-fiscal-do-perse-ate-2027","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gruporb.adv.br\/index.php\/2025\/03\/07\/trf3-garante-a-uma-empresa-de-eventos-isencao-fiscal-do-perse-ate-2027\/","title":{"rendered":"TRF3 garante a uma empresa de eventos isen\u00e7\u00e3o fiscal do perse at\u00e9 2027"},"content":{"rendered":"\n<p>O Tribunal Regional Federal da 3\u00aa Regi\u00e3o (TRF-3), nesta quarta-feira (06\/03\/25), concedeu a uma empresa de eventos a aplica\u00e7\u00e3o da al\u00edquota de 0% para IRPJ e CSLL, at\u00e9 mar\u00e7o de 2027, conforme previsto no Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos \u2013 PERSE. O desembargador Marcelo Saraiva, da 4\u00aa Turma, afastou os efeitos da restri\u00e7\u00e3o imposta pela Lei 14.859\/2024 (nova Lei do Perse), especificamente do art. 4\u00ba, \u00a712 da Lei 14.148\/2021, que limitava a isen\u00e7\u00e3o apenas ao PIS e a COFINS.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos autos do processo, a MM. Ju\u00edza Diana Brustein, da 7\u00aa Vara C\u00edvel Federal de S\u00e3o Paulo, indeferiu o pedido argumentando que, apesar da atividade correspondente ao CNAE da empresa estar contemplada com a possibilidade de redu\u00e7\u00e3o a zero das al\u00edquotas dos tributos federais, observa-se que o benef\u00edcio abranger\u00e1 apenas ao PIS e a COFINS nos anos de 2025 e 2026.<\/p>\n\n\n\n<p>Para ela, a nova limita\u00e7\u00e3o do benef\u00edcio ao PIS e a COFINS (Lei 14.589\/2024) n\u00e3o viola o C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional, uma vez que n\u00e3o houve \u201ccontrapresta\u00e7\u00e3o onerosa\u201d exigida dos contribuintes.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c0 vista disso, a empresa recorreu da decis\u00e3o sustentando que o Programa Emergencial de Retomada de Setor de Eventos \u2013 PERSE, foi institu\u00eddo para amparar o setor de eventos diante das crises emergenciais da \u00e9poca, com prazos e condi\u00e7\u00f5es claras.<\/p>\n\n\n\n<p>O Desembargador Marcelo Saraiva, ao analisar o Agravo interposto pela empresa, deu provimento ao recurso, concordando com o contribuinte.<\/p>\n\n\n\n<p>Nas palavras de Saraiva \u201crestou definitivamente estabelecido o benef\u00edcio fiscal de al\u00edquota zero para PIS, Cofins, CSLL e IRPJ pelo prazo de 60 meses, para as pessoas jur\u00eddicas indicadas no artigo 2\u00ba, que estejam direta ou indiretamente inseridas no setor de eventos\u201d. Por isso, defendeu que a nova Lei do Perse (14.859\/2024), ao revogar antecipadamente os benef\u00edcios concedidos por 60 meses, viola o artigo 178 do C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional, segundo ele \u201co CTN veda altera\u00e7\u00f5es em isen\u00e7\u00f5es concedidas por prazo certo e veiculadas a requisitos comprimidos pelo contribuinte\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Por \u00faltimo, o n. Desembargador al\u00e9m de assegurar a Empresa a al\u00edquota zero para o IRPJ e CSLL, afastou a aplica\u00e7\u00e3o de limites de custo fiscal, previstos na Lei 14.859\/2024. Afirmou que ainda n\u00e3o h\u00e1 risco iminente ou concreto em rela\u00e7\u00e3o ao custo fiscal, uma vez que o dispositivo questionado exige o cumprimento de determinados requisitos ou etapas para a efetiva\u00e7\u00e3o da limita\u00e7\u00e3o pretendida.<\/p>\n\n\n\n<p>A equipe da Ribczuk Advogados e R&amp;B Solu\u00e7\u00f5es Cont\u00e1beis e Tribut\u00e1rias se colocam inteiramente \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o em caso de eventuais d\u00favidas e esclarecimentos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Tribunal Regional Federal da 3\u00aa Regi\u00e3o (TRF-3), nesta quarta-feira (06\/03\/25), concedeu a uma empresa de eventos a aplica\u00e7\u00e3o da al\u00edquota de 0% para IRPJ e CSLL, at\u00e9 mar\u00e7o de 2027, conforme previsto no Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos \u2013 PERSE. 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