{"id":15836,"date":"2025-08-21T11:32:37","date_gmt":"2025-08-21T14:32:37","guid":{"rendered":"https:\/\/gruporb.adv.br\/?p=15836"},"modified":"2025-08-21T11:32:38","modified_gmt":"2025-08-21T14:32:38","slug":"reforma-tributaria-desafio-para-as-medias-empresas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gruporb.adv.br\/index.php\/2025\/08\/21\/reforma-tributaria-desafio-para-as-medias-empresas\/","title":{"rendered":"Reforma Tribut\u00e1ria: desafio para as m\u00e9dias empresas"},"content":{"rendered":"\n<p>A contagem regressiva j\u00e1 come\u00e7ou: em janeiro de 2026 ter\u00e1 in\u00edcio a primeira etapa da Reforma Tribut\u00e1ria. A transi\u00e7\u00e3o, que seguir\u00e1 at\u00e9 2033, promete simplificar tributos e aumentar a transpar\u00eancia, mas exigir\u00e1 ajustes imediatos no dia a dia das empresas. As m\u00e9dias companhias, que respondem por parcela expressiva da economia nacional, ter\u00e3o papel central nesse processo e precisar\u00e3o se adaptar rapidamente \u00e0s novas regras para manter competitividade.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a pesquisa <em>\u201cPanorama de Gest\u00e3o Fiscal e Financeira 2025<\/em>\u201d, realizada pela Qive em parceria com a Endeavor com 400 empresas de diversos portes e setores, 35% das m\u00e9dias empresas veem a reforma tribut\u00e1ria como um desafio cr\u00edtico. O dado mostra que boa parte do mercado ainda n\u00e3o se sente preparada para a transi\u00e7\u00e3o, o que aumenta os riscos de improviso quando as novas regras come\u00e7arem a valer.<\/p>\n\n\n\n<p>E o alerta n\u00e3o \u00e9 pequeno, dados do Sebrae apontam que os pequenos neg\u00f3cios \u2013 categoria que inclui micro, pequenas e m\u00e9dias empresas \u2013 responderam por cerca de 30% do PIB brasileiro em 2023. Ou seja, uma transi\u00e7\u00e3o mal planejada n\u00e3o afeta apenas o desempenho das companhias, mas pode comprometer a pr\u00f3pria sa\u00fade da economia nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas afinal, o que muda com a Reforma? O novo sistema tribut\u00e1rio foi desenhado para simplificar a cobran\u00e7a de impostos, reduzir a cumulatividade e trazer mais transpar\u00eancia. As altera\u00e7\u00f5es v\u00e3o al\u00e9m da troca de siglas: mudam a l\u00f3gica de como empresas em todo o pa\u00eds recolhem tributos, impactando pre\u00e7os, margens e processos internos.<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje, as micro e pequenas empresas s\u00e3o classificadas principalmente pelo faturamento anual: at\u00e9 R$ 360 mil para microempresas (ME) e at\u00e9 R$ 4,8 milh\u00f5es para empresas de pequeno porte (EPP). Ambas podem optar pelo Simples Nacional, regime tribut\u00e1rio unificado que concentra tributos federais, estaduais e municipais em uma \u00fanica guia. Esse modelo, embora facilite o cumprimento de obriga\u00e7\u00f5es, tem limita\u00e7\u00f5es: empresas do Simples n\u00e3o geram cr\u00e9ditos de PIS\/Cofins ou ICMS para seus clientes, o que reduz a competitividade em cadeias <em>business to business<\/em> (B2B).<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse cen\u00e1rio, entram os principais pontos da Reforma, que prometem mudar a din\u00e2mica de todo o sistema tribut\u00e1rio. Entre eles est\u00e1 a unifica\u00e7\u00e3o de tributos, que substituir\u00e1 gradualmente cinco impostos &#8211; PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS &#8211; por dois: a CBS (Contribui\u00e7\u00e3o sobre Bens e Servi\u00e7os, de compet\u00eancia federal) e o IBS (Imposto sobre Bens e Servi\u00e7os, de compet\u00eancia estadual e municipal). Outro destaque \u00e9 a cria\u00e7\u00e3o do Imposto Seletivo, voltado a produtos prejudiciais \u00e0 sa\u00fade e ao meio ambiente, como cigarros e bebidas alco\u00f3licas.<\/p>\n\n\n\n<p>A nova estrutura tribut\u00e1ria tamb\u00e9m traz ajustes em outros aspectos cruciais: prev\u00ea al\u00edquotas diferenciadas por setor (como sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o e alimentos), o fim gradual de isen\u00e7\u00f5es e incentivos fiscais, al\u00e9m de impactos diretos sobre os regimes de apura\u00e7\u00e3o &#8211; como Lucro Presumido e Lucro Real. Outro ponto essencial \u00e9 a digitaliza\u00e7\u00e3o obrigat\u00f3ria das obriga\u00e7\u00f5es fiscais, com envio automatizado \u00e0 Receita, o que exigir\u00e1 sistemas atualizados e equipes capacitadas.<\/p>\n\n\n\n<p>A transi\u00e7\u00e3o ser\u00e1 gradual, a fase de testes come\u00e7a em 2026, e a extin\u00e7\u00e3o definitiva dos tributos atuais ocorrer\u00e1 apenas em 2033. Por isso, a prepara\u00e7\u00e3o deve come\u00e7ar agora. Um diagn\u00f3stico fiscal detalhado \u00e9 o primeiro passo: revisar contratos, margens de lucro e cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios que poder\u00e3o ser aproveitados no novo modelo \u00e9 fundamental para evitar surpresas no fluxo de caixa e na precifica\u00e7\u00e3o de produtos e servi\u00e7os.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m ser\u00e1 necess\u00e1rio atualizar a tecnologia, os sistemas de gest\u00e3o precisar\u00e3o ser adaptados para contemplar a CBS, o IBS e o Imposto Seletivo. A Receita Federal j\u00e1 iniciou programas-piloto que simulam a nova apura\u00e7\u00e3o, e participar desses testes pode dar \u00e0s empresas vantagem competitiva no processo de adapta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Em resumo, a Reforma Tribut\u00e1ria representa uma mudan\u00e7a estrutural que vai muito al\u00e9m da troca de siglas. Para as m\u00e9dias empresas, o desafio est\u00e1 em se antecipar, ajustar processos e capacitar equipes desde j\u00e1, quem come\u00e7ar a adapta\u00e7\u00e3o antes ter\u00e1 n\u00e3o apenas maior seguran\u00e7a, mas tamb\u00e9m vantagem competitiva quando as novas regras entrarem em vigor.<\/p>\n\n\n\n<p>A equipe da Ribczuk Advogados e R&amp;B Solu\u00e7\u00f5es Cont\u00e1beis e Tribut\u00e1rias permanece \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o para eventuais esclarecimentos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A contagem regressiva j\u00e1 come\u00e7ou: em janeiro de 2026 ter\u00e1 in\u00edcio a primeira etapa da Reforma Tribut\u00e1ria. A transi\u00e7\u00e3o, que seguir\u00e1 at\u00e9 2033, promete simplificar tributos e aumentar a transpar\u00eancia, mas exigir\u00e1 ajustes imediatos no dia a dia das empresas. 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