{"id":16038,"date":"2026-03-10T10:14:26","date_gmt":"2026-03-10T13:14:26","guid":{"rendered":"https:\/\/gruporb.adv.br\/?p=16038"},"modified":"2026-03-10T10:14:27","modified_gmt":"2026-03-10T13:14:27","slug":"stf-julgara-tributacao-do-13o-pago-no-aviso-previo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gruporb.adv.br\/index.php\/2026\/03\/10\/stf-julgara-tributacao-do-13o-pago-no-aviso-previo\/","title":{"rendered":"STF julgar\u00e1 tributa\u00e7\u00e3o do 13\u00ba pago no aviso pr\u00e9vio"},"content":{"rendered":"\n<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu a repercuss\u00e3o geral da cobran\u00e7a de contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria sobre o 13\u00ba sal\u00e1rio pago no aviso pr\u00e9vio. O julgamento foi finalizado no Plen\u00e1rio Virtual no dia 24 de fevereiro e, \u00e0 exce\u00e7\u00e3o do ministro Gilmar Mendes, todos os demais ministros entenderam que h\u00e1 quest\u00e3o constitucional envolvida. A an\u00e1lise do m\u00e9rito do caso ainda n\u00e3o tem data para acontecer.<\/p>\n\n\n\n<p>O reconhecimento da repercuss\u00e3o geral animou as empresas, que veem uma possibilidade real de revers\u00e3o do julgamento desfavor\u00e1vel aos contribuintes no Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ), em 2024. Naquele ano, ficou definido pela 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o que a verba \u00e9 acess\u00f3ria ao 13\u00ba, portanto, de natureza salarial, o que implica incid\u00eancia da contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria (Tema 1170).<\/p>\n\n\n\n<p>Para advogados, a decis\u00e3o destoa de uma anterior, de 2014, em que o STJ afastou a contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria sobre o aviso, por sua natureza indenizat\u00f3ria (Tema 478).<\/p>\n\n\n\n<p>A partir de 2014, a Receita Federal come\u00e7ou a lavrar autos de infra\u00e7\u00e3o contra diversas companhias. No geral, elas n\u00e3o recolhiam o tributo, pois entendiam que o proporcional do 13\u00ba pago no aviso pr\u00e9vio \u00e9 vinculado ao pr\u00f3prio aviso e n\u00e3o teria natureza salarial, portanto, seria isento.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com especialistas, as al\u00edquotas da contribui\u00e7\u00e3o variam de 26,2% a 31,8% e o impacto financeiro em casos pontuais pode n\u00e3o ser t\u00e3o relevante. Mas ele pode ser significativo para empresas com muitos funcion\u00e1rios ou na extin\u00e7\u00e3o de companhias, filiais ou em programas de demiss\u00e3o volunt\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>A esperan\u00e7a, no Supremo, \u00e9 de uma reviravolta no entendimento atual. Isso faria com que as empresas pudessem recuperar os cr\u00e9ditos, inclusive de anos anteriores. E se for validada a decis\u00e3o do STJ, advogados devem brigar por, pelo menos, a modula\u00e7\u00e3o de efeitos, com a limita\u00e7\u00e3o dos efeitos da cobran\u00e7a no tempo.<\/p>\n\n\n\n<p>Um dos par\u00e2metros fixados ao analisar o conceito constitucional de folha de sal\u00e1rios foi entender que o pagamento deve ser habitual e retributivo, oriundo de contrapresta\u00e7\u00e3o de trabalho (Tema 20).<\/p>\n\n\n\n<p>Ao reconhecer a repercuss\u00e3o geral, o relator, ministro Edson Fachin, diz, no voto, que o assunto \u201creveste-se de plausibilidade jur\u00eddica e merece aten\u00e7\u00e3o do Supremo\u201d, porque o \u201cexame da legisla\u00e7\u00e3o infraconstitucional n\u00e3o \u00e9 suficiente para definir o car\u00e1ter preponderante no d\u00e9cimo terceiro proporcional pago no aviso pr\u00e9vio indenizado, a natureza remunerat\u00f3ria ou indenizat\u00f3ria\u201d (Tema 1445).<\/p>\n\n\n\n<p>Fachin lembra que j\u00e1 existe na Corte a S\u00famula n\u00ba 688, a qual entende ser leg\u00edtima a cobran\u00e7a da contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria sobre o 13\u00ba sal\u00e1rio. Do mesmo modo, acrescenta, \u00e9 relevante a discuss\u00e3o sobre o reflexo desta verba no aviso pr\u00e9vio indenizado, por ter relevantes impactos \u201cdo ponto de vista econ\u00f4mico, pol\u00edtico, social e jur\u00eddico\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Em nota, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) afirma que \u201creitera o respeito \u00e0 decis\u00e3o do Supremo de apreciar a quest\u00e3o sob a sistem\u00e1tica de repercuss\u00e3o geral\u201d e que confia \u201cque ser\u00e1 reconhecida a constitucionalidade da tributa\u00e7\u00e3o, em refor\u00e7o ao posicionamento do STJ, que reconheceu a legalidade\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A equipe da Ribczuk Advogados e R&amp;B Solu\u00e7\u00f5es Cont\u00e1beis e Tribut\u00e1rias permanece \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o para eventuais esclarecimentos.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2026\/03\/10\/stf-julgara-tributacao-do-13o-pago-no-aviso-previo.ghtml<\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu a repercuss\u00e3o geral da cobran\u00e7a de contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria sobre o 13\u00ba sal\u00e1rio pago no aviso pr\u00e9vio. 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