{"id":16487,"date":"2026-07-23T15:43:34","date_gmt":"2026-07-23T18:43:34","guid":{"rendered":"https:\/\/gruporb.adv.br\/?p=16487"},"modified":"2026-07-23T15:43:35","modified_gmt":"2026-07-23T18:43:35","slug":"adicional-da-cofins-importacao-deve-ser-recolhido-mesmo-quando-a-aliquota-da-contribuicao-e-zero","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gruporb.adv.br\/index.php\/2026\/07\/23\/adicional-da-cofins-importacao-deve-ser-recolhido-mesmo-quando-a-aliquota-da-contribuicao-e-zero\/","title":{"rendered":"ADICIONAL DA COFINS-IMPORTA\u00c7\u00c3O DEVE SER RECOLHIDO MESMO QUANDO A AL\u00cdQUOTA DA CONTRIBUI\u00c7\u00c3O \u00c9 ZERO"},"content":{"rendered":"\n<p>Em julgamento sob o rito dos recursos repetitivos (Tema 1.380), a Primeira Se\u00e7\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) estabeleceu que \u201co adicional da Cofins-Importa\u00e7\u00e3o \u00e9 devido, ainda que a al\u00edquota ordin\u00e1ria seja reduzida a zero para determinados produtos qu\u00edmicos, farmac\u00eauticos e os destinados ao uso em hospitais, cl\u00ednicas e consult\u00f3rios m\u00e9dicos e odontol\u00f3gicos, nos termos do artigo 8\u00ba, par\u00e1grafos 21 e 21-A, da Lei 10.865\/2004\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A solu\u00e7\u00e3o uniformiza o entendimento entre as turmas de direito p\u00fablico do tribunal, que vinham dando decis\u00f5es divergentes sobre a quest\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Cobran\u00e7a da al\u00edquota adicional nos casos em que a ordin\u00e1ria \u00e9 zero<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o relator, ministro Gurgel de Faria, o Decreto 6.426\/2008 reduziu a zero, para uma lista de produtos, a al\u00edquota da Contribui\u00e7\u00e3o Social para o Financiamento da Seguridade Social devida pelo Importador de Bens Estrangeiros ou Servi\u00e7os do Exterior (Cofins-Importa\u00e7\u00e3o), que incide sobre a entrada de bens ou servi\u00e7os estrangeiros no territ\u00f3rio nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro explicou que, em 2011, essa al\u00edquota passou a ser acrescida de um adicional de 1,5% para certos produtos, o qual foi reduzido para 1% em 2012. Ao longo dos anos, informou, foram feitas novas modifica\u00e7\u00f5es quanto ao percentual, o prazo de vig\u00eancia da cobran\u00e7a e os produtos atingidos.<\/p>\n\n\n\n<p>A d\u00favida \u2013 destacou o ministro \u2013 consistia em saber se esse adicional poderia ser cobrado nos casos em que a al\u00edquota ordin\u00e1ria fosse zero. O relator observou que a Primeira Turma tinha entendimento no sentido de que n\u00e3o poderia haver a cobran\u00e7a adicional, enquanto a Segunda Turma considerava que seriam al\u00edquotas diferentes e, portanto, seria poss\u00edvel a incid\u00eancia do adicional.<\/p>\n\n\n\n<p>Incid\u00eancia independente da al\u00edquota ordin\u00e1ria<\/p>\n\n\n\n<p>Em nova avalia\u00e7\u00e3o da quest\u00e3o, o ministro \u2013 integrante da Primeira Turma \u2013 concluiu que o adicional de al\u00edquota institu\u00eddo pelo par\u00e1grafo 21 do artigo 8\u00ba da Lei 10.865\/2004 constitui acr\u00e9scimo aut\u00f4nomo, com base de c\u00e1lculo pr\u00f3pria e incid\u00eancia independente da al\u00edquota ordin\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA lei que o institui \u00e9 clara e suficiente, isto \u00e9, n\u00e3o h\u00e1 lacuna normativa a ser preenchida. Exigir norma espec\u00edfica adicional para fazer o tributo incidir sobre produtos com al\u00edquota zero seria, paradoxalmente, ampliar por via interpretativa o alcance de um benef\u00edcio fiscal, o que o artigo 111 do C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional (CTN) expressamente veda\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o relator, o Supremo Tribunal Federal (Tema 1.047) reconheceu a constitucionalidade do adicional e concluiu que ele \u00e9 independente da al\u00edquota ordin\u00e1ria da Cofins-Importa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, para Gurgel de Faria, est\u00e1 correto o entendimento adotado pela Segunda Turma, no sentido de admitir a incid\u00eancia do adicional. Naquela decis\u00e3o, o \u00f3rg\u00e3o julgador esclareceu a diferen\u00e7a de papel entre as al\u00edquotas: enquanto o benef\u00edcio da al\u00edquota zero se destina a dar tratamento tribut\u00e1rio adequado entre o produto produzido internamente e o produto importado, a al\u00edquota adicional foi determinada em contexto de crise econ\u00f4mica internacional.<\/p>\n\n\n\n<p>O adicional da Cofins-Importa\u00e7\u00e3o \u2013 enfatizou o relator \u2013 \u00e9 um acr\u00e9scimo aut\u00f4nomo de percentual \u00e0 al\u00edquota j\u00e1 existente, sem interfer\u00eancia na materialidade da contribui\u00e7\u00e3o, que continua sendo a importa\u00e7\u00e3o de produtos ou servi\u00e7os. \u201cN\u00e3o se trata de al\u00edquota sobre al\u00edquota, pois se observa a mesma base de c\u00e1lculo\u201d, ressaltou.<\/p>\n\n\n\n<p>Processos Relacionados: EREsp n. 2.090.133 e REsp n. 2.173.916.<\/p>\n\n\n\n<p>A equipe da Ribczuk Advogados e R&amp;B Solu\u00e7\u00f5es Cont\u00e1beis e Tribut\u00e1rias permanece \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o para eventuais esclarecimentos.<\/p>\n\n\n\n<p>Fontes:<br>https:\/\/www.stj.jus.br\/sites\/portalp\/paginas\/comunicacao\/noticias\/2026\/20072026-adicional-da-cofins-importacao-deve-ser-recolhido-mesmo-quando-a-aliquota-da-contribuicao-e-zero.aspx<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em julgamento sob o rito dos recursos repetitivos (Tema 1.380), a Primeira Se\u00e7\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) estabeleceu que \u201co adicional da Cofins-Importa\u00e7\u00e3o \u00e9 devido, ainda que a al\u00edquota ordin\u00e1ria seja reduzida a zero para determinados produtos qu\u00edmicos, farmac\u00eauticos e os destinados ao uso em hospitais, cl\u00ednicas e consult\u00f3rios m\u00e9dicos e odontol\u00f3gicos, nos [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":12,"featured_media":16488,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[33],"tags":[],"class_list":["post-16487","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gruporb.adv.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16487","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gruporb.adv.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gruporb.adv.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gruporb.adv.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/12"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gruporb.adv.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16487"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/gruporb.adv.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16487\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":16489,"href":"https:\/\/gruporb.adv.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16487\/revisions\/16489"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gruporb.adv.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/16488"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gruporb.adv.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16487"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gruporb.adv.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16487"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gruporb.adv.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16487"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}